PROFESSOR

PAULO CESAR

PORTAL DE ESTUDOS EM QUÍMICA
 

DICAS PARA O SUCESSO NO VESTIBULAR: AULA ASSISTIDA É AULA ESTUDADA - MANTER O EQUILÍBRIO EMOCIONAL E O CONDICIONAMENTO FÍSICO - FIXAR O APRENDIZADO TEÓRICO ATRAVÉS DA RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS.

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Capítulo 5

 

OS REMÉDIOS PARA EMAGRECER

Quem deve e quem não deve usar

A decisão sobre usar ou não um remédio para emagrecer deve ser tomada sempre por um médico, baseando-se na avaliação cuidadosa dos benefícios e dos riscos envolvidos. Como já está bem comprovado que o excesso de peso traz pode trazer sérios problemas de saúde, na maior parte dos casos esta relação risco/benefício será extremamente favorável, desde que realmente a pessoa esteja obesa. Vale lembrar que muitas pessoas que procuram um médico para emagrecer estão dentro da faixa de peso considerada normal. Nestes casos, em que o problema se resume à estética, questiona-se a conveniência de usar remédios. Apesar de contarmos hoje com opções de medicamentos muito mais seguros que os antigos, não existem remédios sem riscos.

As diretrizes recomendadas pelas principais entidades internacionais de obesidade são unânimes em recomendar o uso de remédios para pacientes com um IMC maior que 30 kg/m2 ou 25 kg/m2 com alguma doença associada, como diabetes, hipertensão ou colesterol alto. Situações especiais devem ser analisadas pelo médico.

 

Por quanto tempo devem ser tomados?

Para muitos casos admite-se hoje utilizar remédios até pela vida toda, se necessário. O problema é que os remédios atualmente disponíveis só foram testados em estudos com um máximo de 2 anos de duração. Não se pode ter certeza sobre sua segurança quando usados por prazos mais longos. Deve-se ter em mente, também, que para muitas pessoas pode não ser necessário um prazo tão longo. Se for conseguida uma mudança de hábitos de vida durante um tratamento de 6 meses com remédios, por exemplo, em muitos casos a medicação poderá ser interrompida sem que o paciente recupere o peso perdido. Como regra geral, parece razoável considerar-se um prazo mínimo de 6 meses para que tais mudanças possam estar consolidadas.

 

Como funcionam

Os remédios mais usados atualmente em tratamento para emagrecer podem agir de 3 diferentes maneiras: inibindo o apetite, estimulando a saciedade ou bloqueando a absorção intestinal de gorduras. Os que inibem o apetite, chamados anorexígenos, são substâncias já usadas por várias décadas, antigamente conhecidos como “anfetaminas”. O inconveniente deste grupo é o risco de dependência, apesar de ser relativamente rara quando utilizados adequadamente. Por razões de segurança seu uso foi proibido nos países da Comunidade Européia. A tendência atual é utiliz´-los apenas para os pacientes que não possam adquirir a sibutramina e o orlistat ou que não consigam emagrecer com eles. Temos 3 substâncias deste grupo disponíveis no Brasil atualmente – a dietilpropiona (também chamada de anfepramona), o femproporex e o mazindol.

O segundo grupo, dos sacietógenos, reúne os medicamentos que têm como principal mecanismo de ação o estímulo da sensação de saciedade. Isso pode parecer, à primeira vista, a mesma ação dos inibidores de apetite, mas, na prática, é bem diferente. Quem usa um inibidor de apetite freqüentemente pula refeições, simplesmente porque não sente nenhuma fome. Com os estimulantes da saciedade, a pessoa sente fome, mas, com uma menor quantidade de alimentos já fica satisfeita, parando de comer mais cedo. O principal representante deste grupo é a sibutramina, que pode apresentar uma segunda ação que ajuda no emagrecimento – o aumento do gasto energético. Outros possíveis sacietógenos são medicamentos utilizados como anti-depressivos, como a fluoxetina e a sertralina. Atualmente não têm sido considerados agentes anti-obesidade, apesar de reconhecer-se que podem ser úteis em algumas situações, como na obesidade associada à depressão ou à compulsão alimentar.

O terceiro grupo é o dos inibidores da absorção de gordura, representados apenas pelo Orlistat. Sua ação consiste na inibição da absorção intestinal de cerca de 30% da gordura ingerida. Isto pode representar uma ajuda significativa se a pessoa conseguir controlar sua alimentação. Se comer demais, entretanto, a tendência é que não perca peso, porque os 30% de gorduras que deixam de ser absorvidos podem não representar uma deficiência calórica suficiente para levar ao emagrecimento.

Um quarto grupo seria o dos termogênicos, substâncias que agem principalmente aumentando o gasto calórico do organismo. Por razões de segurança, entretanto, têm sido pouco utilizados.

Qualquer que seja o mecanismo de ação dos remédios para emagrecer, já está bem comprovado que os resultados do tratamento são muito melhores quando se dá a devida ênfase à prática de atividades físicas e à melhora do hábito alimentar.

 

Como saber se um remédio ajuda mesmo a emagrecer?

Para entender-se o que acontece com os remédios para emagrecer, é muito importante conhecer-se o significado da palavra placebo. Ela deriva do verbo latino placere (agradar). Placebo, em latim, quer dizer “agradarei”. É um medicamento inerte, utilizado com a finalidade de sugestionar o paciente e provocar o mesmo efeito moral que qualquer medicamento pode ter, sem depender do princípio ativo nele contido. Qualquer medicamento que alguém utilizar com o objetivo de perder peso poderá ser eficaz, pelo simples fato de que pode induzir na pessoa a sensação de que sua fome diminuiu, por exemplo. Ela passa então a comer menos e emagrece. Além disso, geralmente a pessoa que toma um remédio para emagrecer também tenta comer menos e exercitar-se mais. É lógico que pode vir daí o emagrecimento.

Como saber, então, se um determinado remédio realmente ajuda a emagrecer ou se está apenas produzindo um efeito placebo ou ainda se a pessoa está perdendo peso só porque está se empenhando em comer menos e se mexer mais?

Só estudos clínicos controlados podem desvendar o mistério. O que são eles? São um instrumento de pesquisa clínica através do qual um determinado número de pacientes é aleatoriamente designado para um grupo que vai tomar o tal remédio que se deseja testar e um número semelhante de pacientes é designado para outro grupo, chamado grupo placebo. Estes vão tomar uma cápsula exatamente igual à do medicamento em teste, só que cheia de uma substância inerte, sem qualquer efeito próprio. A alimentação e a atividade física recomendada para os 2 grupos é exatamente igual. Para evitar qualquer interferência tendenciosa de algum pesquisador que por acaso estivesse “torcendo” para que o remédio se mostrasse eficaz, e para evitar também que alguns pacientes fossem sugestionados pelo fato de estarem tomando o remédio “verdadeiro”, utiliza-se o método chamado de duplo-cego. Por que duplo-cego? Porque nem o pesquisador nem o paciente em estudo sabem ou têm qualquer pista sobre o conteúdo da cápsula utilizada. Pode ser placebo ou remédio e este código só será aberto depois de terminada a pesquisa, quando então vão ser comparados os resultados dos 2 grupos. Se o grupo que tomou remédio chegar ao final com resultados significativamente melhores do que os obtidos pelo grupo placebo, isto passa a ser considerado uma evidência científica de eficácia do tal remédio. Somando-se evidências obtidas de vários estudos, pode-se dizer com razoável segurança que um determinado remédio é realmente eficaz.

Sem estudos controlados deste tipo, opinar sobre a eficácia de qualquer medicamento é muito mais uma questão de fé do que um julgamento científico. E abrir mão do método científico no cenário da medicina moderna é imperdoável. Vivemos na era da Medicina baseada em evidências. Abrir mão destas evidências científicas é retroceder muitas décadas na história do uso dos remédios na prática clínica.

Se você vai tomar um remédio para emagrecer e quer sentir-se mais seguro sobre sua eficácia, pergunte ao seu médico se existem estudos controlados comprovando a eficácia desta substância que está sendo receitada.

 

Os remédios de A a Z

A

Absten Plus. Disponível no mercado até 1994, era composto por uma associção entre 1,5 mg de mazindol e 5,0 mg de diazepam. Produzido pelo laboratório IQC. Ver Mazindol e Diazepam.

Absten S. Mazindol comercializado pelo laboratório Medley. Encontrado em caixas com 20 comp. de 1,0 mg. Ver Mazindol.

Ácido Aspártico. Aminoácido sintetizado a partir do ácido glutâmico, sendo utilizado no tratamento de algumas formas de fadiga muscular, em doses aproximadas de 1.000 mg diários. Não há evidências de que possua um papel no emagrecimento, seja favorecendo um aumento de massa muscular, seja participando do controle do apetite.

Ácido Fólico. Utilizado em doses diárias que variam de 5 a 20 mg . Sua deficiência é uma das causas de anemia.

Ácido Glutâmico. Um dos reguladores da neurotransmissão cerebral, juntamente com a GABA e a glutamina. Ver GABA e glutamina.

Ácido Hidroxicítrico. Substância ativa da Garcinia, planta de origem afro-asiática, parece estar relacionada a uma diminuição na absorção de lipídios quando ingerida junto as refeições. Pode também estar relacionada ao gasto energético de repouso. Tem sido utilizado em doses que variam entre 500 e 1.500 mg diários, divididos em 2 ou 3 vezes.

Ácido Nicotínico. Vitamina B3. Ver Vitamina B3.

Acutrim Late Day. Um dos medicamentos contendo fenilpropanolamina, vendido nos EUA sem receita médica. Produzido pelo laboratório Ciba. Para maiores informações, ver Fenilpropanolamina.

Agar-agar. Utilizada para tratamento da obesidade devido as propriedades laxativas. É uma mucilagem rica em minerais, extraída de várias espécies de algas. Faz aumentar o bolo fecal e estimula as contrações do intestino (peristaltismo) por ação mecânica. As doses variam entre 100 e 1000 mg, divididas em 2 tomadas diárias.

Agonistas Beta. Os medicamentos que atuam através de estímulo nos receptores beta apresentaram bons resultados em estudos experimentais com ratos. Entretanto, causam muitos efeitos colaterais nos homens, incluindo palpitações, tremor e nervosismo. Atuam aumentando a queima de gordura. Ver Clenbuterol.

Alanina. Aminoácido que desempenha um importante papel no metabolismo muscular. Tem sido utilizada em doses que variam entre 1000 e 3000 mg diários.

Alcachofra. O nome científico é Cynara Scollimus. Fitoterápico estimulante da função hepática. Auxilia a metabolização e eliminação das gorduras. Costuma ser utilizado em doses que variam entre 100 e 300 mg diários.

Aldactone. Espironolactona comercializada no Brasil pelo Laboratório Searle. Disponível como comprimidos de 25 e 100 mg.

Aloe Barbadensis. Aloína. Ver Aloína.

Aloína. Aloe Barbadensis. Fitoterápico com grande poder laxativo, pode causar intensas cólicas abdominais. A dose usual varia entre 10 e 60 mg em 1 ou 2 tomadas diárias.

Alprazolam. Ansiolítico muito usado no tratamento da síndrome do pânico. As doses utilizadas costumam variar entre 0,25 e 4 mg diários, fracionados em 2 tomadas.

Amilase. Enzima produzida naturalmente pelo corpo humano, pode ser utilizada com fins terapêuticos já que regula a digestão de amido e outros carbohidratos A dose usual varia entre 30 e 100 mg diários, fracionados em 2 tomadas.

Aminoácidos. Unidades que quando combinadas formam as proteínas, são classificados em essenciais (se não produzidos pelo organismo): lisina, a metionina, a valina, o triptofano, a treonina, a leucina, a isoleucina e a fenilalanina; e não essenciais (se produzidos pelo organismo): histidina, glicina, arginina, alanina, ácido aspártico, ácido glutâmico, prolina, hidroxiprolina, serina, cistina, cisteína e tirosina. Alguns podem ser utilizados separadamente em fórmulas para emagrecer. As propriedades de cada um deles são comentadas separadamente.

Aminofenilpropanol. Sinônimo de fenilpropanolamina. Ver Fenilpropanolamina.

Aminofilina. Um dos medicamentos de escolha no tratamento da asma devido ao seu efeito broncodilatador. Quando utilizado em cremes e loções locais promove a inibição de uma enzima chamada fosfodiesterase, facilitando a queima da gordura. Por apresentar uma baixa incidência de efeitos colaterais, tem sido utilizado em doses variáveis em diferentes tipos de cremes e loções.

Anabolizante Esteróide. Anabolizante do tipo hormonal, muito utilizado por fisiculturistas e atletas de outras modalidades. Estima-se que só nos Estados Unidos mais de 1 milhão de pessoas faça uso desse tipo de drogas. Produzem um rápido aumento da massa muscular, com diminuição da gordura corporal. Seu uso crônico pode ocasionar diversos transtornos, entre os quais tumores prostáticos, atrofia testicular, esterilidade, transtornos psiquiátricos e, em mulheres, masculinização.

Anemopaegma Mirandum. Denominação científica da catuaba. Ver Catuaba.

Anfepramona. Sinônimo de dietilpropiona. Ver Dietilpropiona.

Anfetamina. Medicamento utilizado inicialmente para tratamento de alguns transtornos psiquiátricos, passou a ser utilizado no tratamento da obesidade em 1938 devido a suas propriedades de inibição do apetite. Foi substituído hoje pelos anorexígenos catecolaminérgicos, que apresentam a mesma propriedade de inibição do apetite e um risco menor de dependência.

Anfetamínicos. Denominação impropriamente empregada em referência aos anorexígenos catecolaminérgicos. Ver Anorexígeno.

Anorexígeno. Drogas inibidoras do apetite, são quase todas derivadas da anfetamina. Sâo frequentemente e erroneamente chamadas de anfetaminas (possuem propriedades muito diferente destas classes de drogas). Os mais utilizados no Brasil são o fenproporex, a dietilpropiona e o mazindol. Nos Estados Unidos é muito utilizada a fentermina, droga clinicamente semelhante ao fenproporex. Embora largamente utilizadas em todo o país, inúmeros estudos clínicos já comprovaram a eficácia destas drogas, desde que utilizadas corretamente. As drogas serotoninérgicas, apesar de não possuírem como principal mecanismo de ação a redução do apetite, são por vezes incluídas neste grupo. No quadro abaixo podem ser encontrados os nomes comerciais dos anorexígenos. Ver Serotoninérgico.

Nome da Substância

Nomes Comerciais

Dietilpropiona (anfepramona)

Dualid S, Hipofagin S, Inibex S

Fenproporex (propionitrilo)

Desobesi-m

Mazindol

Absten S, Dasten, Fagolipo e Moderine.

 

Ansiolítico. Tranquilizante, utilizado em inúmeras “fórmulas” de emagrecimento com o objetivo de anular os efeitos colaterais do tipo excitatório causados por inibidores do apetite e hormônios da tiróide.

Antidepressivos. Possuem efeitos que variam deste o ganho de peso (quando utilizados por longos períodos) até a perda de peso (no caso da fluoxetina). Ver Fluoxetina.

Antioxidante. Substâncias ainda com efeitos pouco conhecidos no que refere a perda de peso, possuem a propriedade de remover (ou diminuir) radicais livres da circulação, evitando os danos causados por estas moléculas. Alguns antioxidantes que têm sido utilizados com muita freqüência são as vitaminas C e E, o betacaroteno e o selênio. Ver Radicais Livres.

Aropax – Nome comercial da paroxetina do Laboratório SmithKline Beecham. Caixas com 10, 20 au 30 comp de 20 mg. Ver Paroxetina

Arginina. Aminoácido não essencial que, entre outras ações, estimula a secreção de hormônio e crescimento pela hipófise. Uma das propriedades do hormônio de crescimento é a de facilitar a queima de gordura e promover aumento de massa muscular. Ainda são necessários mais estudos para que tal ação possa ser comprovada. As doses utilizadas variam entre 500 e 6000 mg diários.

Asiaticosídeo. Fitoterápico com ação diurética, utilizado no tratamento da celulite e do emagrecimento. As doses usualmente empregadas variam entre 10 e 80 mg, divididos em 2 tomadas diárias.

Aspartame. Também chamado de asparatil-fenilalanina. É um dos adoçantes artificiais mais utilizados por ser de 100 a 200 vezes mais doce que a sacarose (açúcar) e por não deixar gosto amargo residual. É contra-indicado para pacientes com uma doença metabólica chamada fenilcetonúria.

Aspartato. É o aminoácido ácido aspártico combinado com outro elemento. Os mais usados são o aspartato de magnésio e o aspartato de potássio. Ver Ácido Aspártico.

B

Benzocaína. Medicamento com propriedades anestésicas locais, prescrito em algumas fórmulas de emagrecimento, em doses que costumam variar entre 5 e 30 mg diários.
Benzoiltrietilamina. Sinônimo de dietilpropiona. Ver Dietilpropiona.

Beta Agonistas. Ver Agonistas Beta.

Betacaroteno. Precursor da vitamina A, utilizado devido as propriedades como antioxidante (Ver Antioxidante).Não causa intoxicação quando ingerido em excesso. As doses utilizadas costumam variar entre 100 e 300 mg diários

Biotina. Também chamada de vitamina H ou coenzima R, desempenha um importante papel no metabolismo dos carbohidratos. Também participa da formação dos tecidos da pele. Está presente no vegetais e também é produzida pela flora intestinal. As necessidade diárias variam entre 150 e 300mg.

Bisacodil. Medicamento com propriedades laxativas fortes, que pode causar cólicas e irritação do estômago. As doses variam entre 5 e 30 mg diários.

Boldo. Pheumus Boldus. Fitoterápico muito utilizado principalmente na forma de chás, facilita a metabolização das gorduras pelo fígado. As doses usualmente utilizadas variam entre 300 e 500 mg diários.

Bombesina. Um peptídeos cérebro-intestinais. Substância liberada no tubo digestivo que produz uma sensação de saciedade, agindo nos centros cerebrais de controle do apetite. Ainda em estudos clínicos.

Bromazepam. Ansiolítico utilizado em doses que variam entre 1,5 e 18 mg diários. Ver Ansiolítico.

Bumetamida. Diurético potente. As doses variam entre 0,5 e 2 mg diários.

C

Cafeína. Substância termogênica usualmente utilizada em associação com a efedrina ou aspirina com o objetivo de potencializar seus efeitos estimulantes sobre o gasto de energia pelo organismo. As doses utilizadas costumam variar entre 50 e 600mg diários, divididos em 2 ou 3 tomadas.

Calmante. Ver Ansiolítico.

Camomila. O nome científico é Matricaria Chamomilla. Fitoterápico utilizado como antiespasmódico, em doses que variam entre 300 e 1.000mg diários.

Carboximetilcelulose (CMC). Fitoterápico composto por fibras, que, em contato com a água, adquire uma consistência gelatinosa que pode auxiliar no controle do apetite e retardar a absorção dos alimentos. É utilizada em doses que variam entre 1.000 e 8.000 mg diários.

Carnitina. Chamado de vitamina BT, é um aminoácido derivado da lisina. Tem em sua fonte principal a ingesta de carnes vermelhas, sendo também produzido no fígado e rins. Promove a queima de gorduras no fígado, levando a produção de energia. Embora alguns autores apenas preconizem seu uso no caso de deficiência, alguns estudos já demonstraram seus efeitos benéficos em atletas sadios. Encontrada na fórmulas de cápsulas com 250, 500 ou 1000 mg ou na forma líquida (efeito mais rápido porém de difícil conservação). Deve ser sempre utilizada sob a forma de L-carnitina, já que a forma DL pode causar efeitos indesejáveis, como aumento do apetite e ganho de peso.

Carqueja. Produto da flora medicinal com leve ação diurética, utilizado em doses que variam entre 50 e 250mg diários.

Cascara Sagrada. Rhamnus Purshiana. Laxante da flora medicinal muito utilizado em fórmulas para emagrecimento. As doses variam entre 50 e 500 mg.

Cassia Acutifola. Sene. Ver Sene.

Cássida. Ribes Nigrum. Fitoterápico com ação diurética, utilizado em doses que variam entre 20 e 80 mg diários.

Catecolaminérgico. Classe de medicamentos utilizados para tratamento da obesidade através da regulação das catecolaminas cerebrais. São os inibidores de apetite tradicionais. Ver Anorexígeno.

Catha Edulis. Ver Katyna.

Catuaba. Anemopaegma Mirandum. Fitoterápico utilizado como tônico e estimulante. As doses variam entre 100 e 500 mg diários.

Cavalinha. Equisetum Arvense. Fitoterápico com ação diurética utilizado em doses que variam entre 100 e 1.000 mg diários.

Cebrilin - Nome comercial da paroxetina do Laboratório Libbs. Caixas com 20 e 30 comp de 20 mg. Ver Paroxetina

Centella Asiatica. Fitoterápico muito utilizado tanto em cápsulas como cremes, tem como objetivo facilitar a queima da gordura e o tratamento da celulite. Discreta ação diurética. As doses por via oral costumam variar entre 300 e 1000 mg diários.

Chapéu de Couro. Equinodorus Macrophylus. Fitoterápico com ação diurética, utilizado em doses que variam entre 250 e 1.000 mg diários.

Chicletes para Emagrecer. São gomas de mascar contendo associações de medicamentos para emagrecer. O Chromatrim, que contém picolinato de cromo e fenilpropanolamina, está disponível no mercado nacional. Não são recomendáveis.

Cianocobalamina. Vitamina B12. Ver Vitamina B12.

Ciclamato. Adoçante artificial mais fraco que o aspartame porém mais doce que a sacarose (açúcar)em cerca de 30 vezes. Não perde suas características ao ser aquecido (ao contrário da sacarina). Não há evidências científicas de que possa provocar câncer.
Cigarro. Ver Fumo.

Cimetidina. Protetor gástrico utilizado no tratamento de úlcera gástrica e gastrite. Existe um trabalho mostrando que em altas doses está relacionado a perda de peso.

Cisteína. Sem evidências de qualquer ação que possa levar ao emagrecimento, é utilizado em algumas “fórmulas” devido a propriedades antioxidantes. As doses variam de 500 a 5000 mg diários.

Cistina. Sem evidência científica de qualquer ação que leve a perda de peso. Derivado da ligação entre 2 moléculas da cisteína. É utilizada com as mesmas indicações da cisteína. As doses variam entre 1000 e 1500 mg diários.

Clenbuterol. Medicamento utilizado no tratamento de alguns casos de asma. Atua através de estimulação dos receptores beta, levando a aumento de gasto energético, queima de gordura e aumento de massa muscular. Da mesma maneira, age sobre o sistema cardiovascular levando a precordialgia, palpitações, tremores e náuseas. Muito utilizado por atletas (“dopping”) e por pessoas que querem emagrecer, responsáveis por quadros graves.

Clobazan. Ansiolítico, utilizado em doses que variam entre 10 e 50 mg diários. Ver Ansiolítico.

Clordiazepóxido. Ansiolítico, normalmente utilizado em doses que variam entre 5 e 50 mg diários. Ver Ansiolítico.

Clorella. Fitoterápico utilizado com o objetivo de combater a flacidez. A dose usual varia entre 100 e 1000 mg diários.

Clortalidona. Diurético utilizado em doses que variam entre 20 e 100 mg diários.

Cloxazolan. Ansiolítico, utilizado em doses que variam entre 1 e 10 mg diários. Ver Ansiolítico.

Cobre. Ainda sem comprovação científica no tratamento da obesidade, é usado baseado em suas propriedades como antioxidante. Formulação: Gluconato de Cobre. As doses utilizadas costumam variar entre 1 e 4 mg diários.

Coenzima Q10. Tem ação similar a carnitina, atuando a nível mitocondrial estimulando a produção de energia no interior das células. Por Ter estrutura semelhante a Vitamina E, possui propriedades antioxidantes. Sua suplementação em pacientes obesos tem sido preconizada, já que 50% deles parecem ser deficientes em tal substância. Está disponível em cápsulas de 10, 30 e 60 mg importadas dos Estados Unidos, ou através de manipulação. Estima-se que 10% da população japonesa utilize regularmente suplementos de coenzima Q10. Ver Carnitina e Vitamina E

Coffea Cruda. Cafeína. Ver Cafeína.

Colágeno. Proteína principal das fibras brancas do tecido conjuntivo, cartilaginoso e ósseo. Não há justificativa científica para sua utilização no tratamento da obesidade nem do excesso localizado de gordura.

Colecistoquinina. Um dos peptídeos cérebro-intestinais. Substância liberada no tubo digestivo que produz uma sensação de saciedade, agindo nos centros cerebrais de controle do apetite. Ainda em estudos clínicos.

Colesten. Substância que vem sendo pesquisada pelos japoneses e que levou a diminuição do acúmulo de gordura no organismo em animais de laboratório, com perda significativa de peso. Ainda não disponível para uso clínico.

Colforsina. Comercializado com o nome de Forskolin nos EUA, atua nos receptores beta facilitando a queima da gordura. Foi empregado sob a forma de creme redutor de gordura localizada em pesquisa clínica na Califórnia. Não é disponível no mercado brasileiro.

Colina. Substância lipotrópica que age principalmente sobre o fígado, evitando o acúmulo de gordura naquele órgão e auxiliando na remoção de restos metabólicos e outras toxinas. Parece exercer tais ações especialmente em obesos. As doses variam entre 500 e 1500 mg diários, divididos em 3 tomadas, nas refeições. Muitas vezes é utilizada sob a forma de bitartarato de colina, aparecendo nos rótulos das formulações abreviado para bit. colina ou b. colina. Ver Lipotrópico.

Cromo. Um dos metais com propriedade de regular a sensibilidade insulínica. Tem sido utilizado para diminuir a resistência insulínica em pacientes obesos, principalmente com predomínio de gordura visceral. Geralmente é prescrito sob a forma de "cromo GTF" (glucose tolerance factor ou fator de tolerância à glicose), em doses que variam entre 100 e 200 microgramas por dia. Pode ser também utilizado como picolinato de cromo, que também poderia favorecer a preservação da massa muscular em tratamentos para emagrecer.

Curcuma Zedoaria. Zedoária. Ver Zedoária.

Cynara Scollimus. Alcachofra. Ver Alcachofra.

D

Daforin. Nome comercial da Fluoxetina comercializada pelo Laboratório Novaquímica. Apresentado em caixas contendo 10 ou 20 cápsulas com 20 mg. Ver Fluoxetina.

Damiana. Turnera Difusa. Fitoterápico utilizado como digestivo, energizante e diurético. As doses costumam variar entre 200 e 1.000 mg diários.

Dasten. Nome comercial do Mazindol de liberação prolongada do Laboratório Labofarma. Apresentado em caixas com 20 cápsulas contendo 2 mg do Mazindol e 180 mg de um excipiente que controla a liberação do medicamento. Ver Mazindol.

Dasten Plus. Disponível no mercado até 1994, consistia da associação de 1,5 mg de Mazindol de liberação prolongada e 5 mg de diazepam. Produzido pelo Laboratório Labofarma

Delgar. Retirado do mercado em 1997 devido aos efeitos colaterais, era o nome comercial da dexfenfluramina comercializada pelo laboratório Apsen. Apresentado em caixas com 30 cápsulas contendo 15 mg. Ver Dexfenfluramina.

Deprax. Nome comercial da Fluoxetina comercializada pelo Laboratório Aché. Apresentado em caixas contendo 14 ou 28 cápsulas com 20 mg. Ver Fluoxetina.

Desobesi M. Nome comercial do Femproporex 25 mg de liberação prolongada do laboratório Asta Medica. Por ser de liberação prolongada, é recomendada sua utilização em dose única diária. Apresentado em caixas com 20 cápsulas, contendo 25 mg do femproporex e um excipiente que controla a liberação do medicamento. Está no mercado desde 1977. Ver Femproporex.

Dexatrim. Nome comercial de medicamento contendo fenilpropanolamina, produzido na Suiça pelo laboratório Sauter. Ver Fenilpropanolamina.

Dexfenfluramina. Derivado da fenfluramina, foi retirado do mercado em 1997 após inúmeras pesquisas comprovarem que estava relacionado a um risco aumentado de desenvolvimento de valvulopatia cardíaca e hipertensão pulmonar primária. Tais efeitos seriam decorrentes do acúmulo de serotonina. que apresenta sobre a D-fenfluramina a vantagem de provocar menos efeitos colaterais. Ver Fenfluramina. D-Fenfluramina.

DHEA. Deidroepiandrosterona. Um dos hormônios produzidos pela supra-renal com propriedade de ser precursora de outros hormônios sexuais. Tem sido utilizado no tratamento da obesidade pela sua capacidade de inibir a enzima glicose-6-fosfato desidrogenase, evitando que organismo sintetize gordura a partir de carboidrato. Promove também a estimulação da produção de serotonina. Não existem estudos clínicos que comprovem sua eficácia no tratamento da obesidade. As doses recomendadas variam de 50 mg a cada 2 dias até 100 mg diários em uma única tomada.

Diazepam. Um dos tranquilizantes mais utilizaddos pela população, é associado aos inibidores de apetite para reduzir os efeitos excitatórios causados pelos mesmos. A dose utilizada costuma variar entre 5 e 20 mg diários. Apresentava-se associado a inúmeros inibidores de apetite, até que uma portaria proibiu tal associação.

Dietilpropiona. Sinônimo de anfepramona ou benzoiltrietilamina. Anorexígeno catecolaminérgico. Uma das drogas mais utilizadas para o tratamento da obesidade no Brasil, tem eficácia clínica comprovada em inúmeros estudos. Seus efeitos colaterais mais comuns são boca seca, nervosismo, insônia e obstipação intestinal. As doses variam entre 50 e 150 mg diários, divididos em 2 tomadas. Os nomes comerciais atualmente disponíveis são Dualid S, Hipofagin S e Inibex S.

Dietoman. Nome comercial do Glucomannan comercializado pelo Laboratório Schering-Plough. Apresentado em caixas com 30 sachês, contendo cada um 1.000 mg. Ver Glucomannan.

Dimefor. Metformin comercializado pelo laboratório Eli Lilly. Disponível em frascos de 30 comp. de 850mg. Ver Metformin.

Diurético. Grupo de medicamentos utilizados principalmente do tratamento de hipertensão e insuficiência cardíaca, pois promovem a eliminação de líquidos do organismo. Não devem ser utilizados para controle de perda de peso, já que não promovem a eliminação de gordura, apenas de líquido. Muito utilizado em “fórmulas” .

Dualid. Retirado do mercado em 1994, consistia da associação entre 75 mg de dietilpropiona e 10 mg de diazepam. Produzido pelo laboratório Asta Medica. Ver Dietilpropiona e Diazepam.

Dualid S. Nome comercial da dietilpropiona do Laboratório Asta Medica. Apresentado em caixas com 20 cápsulas contendo 25, 50 e 75 mg de dietilpropiona. Disponível no mercado desde abril de 1995.

E

Efedrina. Substância termogênica, sua ação principal consiste na elevação do gasto metabólico e numa discreta redução do apetite, além da preservação da massa muscular durante a perda de peso. Utilizado constantemente em associação com a cafeína, já que uma potencializa os efeitos da outra. No Brasil, é muito utilizada em diversos medicamentos para asma e descongestionantes nasais. Para o tratamento da obesidade, utilizam-se fórmulas manipuladas. Na Europa a associação efedrina-cafeína é comercializada com o nome de Letigen, pelo Laboratório Nycomed. A dose pode variar de 20 a 80 mg diários, fracionados em 3 tomadas.

Eletrolipoforese. Uma das técnicas utilizadas no tratamento da gordura localizada. Consiste na passagem de uma corrente elétrica que, através de placas colocadas sobre a superfície da pele ou agulhas, atua sobre áreas de tecido adiposo. Esta corrente melhoraria a circulação local e, agindo através de enzimas presentes no tecido adiposo, facilitaria a queima da gordura.

Enterostatina. Proteína com efeito oposto ao da galanina, participa da regulação da ingesta de gorduras. Experimentos comprovaram redução de até 80% da ingesta de gordura em ratos tratados cominjeções de enterostatina. Testes em seres humanos estão em andamento.

Equinodorus Macrophylus. Denominação científica do chapéu de couro. Ver Chapéu de Couro.

Equisetum Arvense. Denominação científica do fitoterápico conhecido como cavalinha. Ver Cavalinha.

Erva Cidreira. Melissa Officinalis. Fitoterápico utilizado como digestivo e antiespasmódico, em doses que variam entre 250 e 1.000 mg diários.

Espinheira Santa. Maytenus Ilicifolia. Fitoterápico utilizado como diurético e laxativo, em doses que variam entre 250 e 1.000 mg diários.

Espironolactona. Diurético poupador de potássio utilizado em doses que variam entre 50 e 200 mg diários.

Estigma de Milho. Zea Mays. Fitoterápico com ação diurética, utilizado em doses que variam entre 100 e 300 mg diários.

Eufor. Nome comercial da Fluoxetina do laboratório Farmasa. Apresentado em caixas com 14 ou 28 comprimidos de 20 mg. Ver Fluoxetina.

F

Fagolipo. Mazindol comercializado pelo Laboratório Libbs, apresentado em caixas com 20 comprimidos de 2 mg. Ver Mazindol.

Fagolipo D. Retirado do mercado em 1994, era composto pela associação de 1,5 mg de mazindol e 5 mg de diazepam. Produzido pelo Laboratório Libbs. Ver Mazindol e Diazepam.

Famotidina. Medicamento utilizado no tratamento de úlceras pépticas e da hiperacidez gástrica. As doses costumam variar entre 20 e 40 mg diários.

Farmacoterapia. Tratamento com medicamentos. Ver Tratamento Medicamentoso.

"Fat Burner". Nome utilizado em diversas preparações comerciais para emagrecimento. A maioria destes produtos L-carnitina e substâncias termogênicas. Pode apresentar uma grande variedade de efeitos colateriais, só devendo ser utilizada com acompanhamento médico. Ver Carnitina e Termogênicos.

Fenfluramina. Medicamento de ação serotoninérgica, atuava facilitando o processo de saciação produzido pela ingesta de alimentos. Possuia ação comprovada no tratamento da obesidade e não apresentava os efeitos excitatórios dos anorexígenos. Foi largamente utilizado em todo o mundo até setembro de 1997, quando foi retirado do mercado devidos aos graves colaterais. Seu uso foi relacionado ao aparecimento de Hipertensão Pulmonar Primária, doença grave dos pulmões, e a doenças valvulares cardíacas, levando a graves efeitos sobre o sistema cardiovascular dos pacientes. Os dois compostos derivados, a DL-fenfluramina e a D-fenfluramina, foram também retirados do mercado, já que apresentavam os mesmos efeitos colaterais.

Fenilalanina. Aminoácido precursor dos neurotransmissores cerebrais dopamina, noradrenalina e adrenalina, que participam do controle do apetite e podem estar baixos em alguns casos de depressão. A dose usualmente empregada tem sido de 1 a 2 g diários.

Fenilpropanolamina. Droga muito utilizada nos Estados Unidos como pílula para emagrecimento por ser estimulante do gasto energético e poder ser comprada sem receita médica. Tem eficácia comprovada no tratamento da obesidade. No Brasil, utilizada em descongestionantes nasais ou obtida separadamente através de manipulação. Foi retirada do mercado em 2000 (tanto no Brasil como nos EUA) devido ao risco de desenvolvimento de acidente vascular cerebral.

Fenolftaleína. Fitoterápico muito utilizado como laxativo, pode provocar cólicas e desidratação se usado em doses muito altas. As doses usualmente empregadas variam entre 50 e 250 mg diários.

Femprorex. Conhecida no Brasil como Desobesi-M, é um dos medicamentos inibidores do apetite. Já existem estudos que evidenciaram sua eficácia no tratamento da obesidade. As doses utilizadas costumam variar entre 10 e 25 mg diários, geralmente fracionados em 2 tomadas.

Fentermina. Droga inibidora do apetite muito utilizada nos Estados Unidos. Era largamente associada a fenfluramina e dexfenfluramina, até que essas drogas foram retiradas do mercado devido aos efeitos colaterais. Atualmente não é utilizada no Brasil. Seu comportamento clínico é semelhante ao do Femproporex. Ver Femproporex, Fenfluramina, Dexfenfluramina.

Fitoterapia. Tratamento com produtos derivados da flora medicinal. Os fitoterápicos apresentam um ou mais princípios ativos (substâncias com efeito terapêutico) e outros componentes de naturezas diversas. Grande parte do conhecimento em fitoterapia é oriunda da medicina oriental.

Florais de Bach. Método terapêutico desenvolvido pelo médico inglês Edward Bach, baseado no princípio de que os medicamentos devem atuar sobre as causas das doenças, reequilibrando desarmonias emocionais internas originadas por características individuais de personalidade. São propostos então medicamentos florais para o medo, outros para o desalento, outros para o desinteresse e assim por diante. Não existem evidências que tais fórmulas tenham qualquer ação no tratamento da obesidade.

Fluoxetina. Medicamento serotoninérgico, inicialmente utilizado como antidepressivo. Já existem estudos evidenciando sua eficácia em pacientes obesos (em doses de 60mg/dia), porém seu uso tem sido mais limitado a pacientes com depressão ou transtornos alimentares. É comercializada no Brasil com os nomes de Daforin, Deprax, Nortec, Verotina Eufor, Fluxene, Psiquial e Prozac. A dose por cápsula é de 20 mg, sendo utilizadas de 1 a 3 por dia. Ver Serotoninérgico, Daforin, , Eufor, Deprax, Nortec, Verotina, Fluxene, Psiquial e Prozac.

Fluril. Retirado do mercado em 1997, era a Dexfenfluramina comercializada pelo laboratório Farmasa. Apresentado em embalagens com 30 cápsulas contendo 15 mg da dexfenfluramina. Ver Dexfenfluramina.

Fluxene. Nome comercial da Fluoxetina do laboratório Eurofarma. Apresentado em caixas com 14 ou 28 cápsulas de 20 mg. Ver Fluoxetina.

Fórmula. As fórmulas são geralmente associação de 2 ou mais medicamentos em apenas 01 comprimido produzidos principalmente por farmácias de manipulação. Possuem como principais vantagens a capacidade de promover a necessidade de ingestão de um único comprimido e o potencial de ajuste de dose. São, entretanto, de difícil controle e podem conter diversos tipo de substâncias sem fiscalização ou eficácia clínica comprovada.

Fórmula Natural. Associação de um ou mais fitioterápicos, geralmente produzidas por laboratórios de manipulação. Pressupõe-se a inexistência de riscos; entretanto, a falta de fiscalização faz com muitas fórmulas naturais contenham associação de medicamentos que só deveriam ser utilizados com receita médica.

Frângula. Rhamnus Frangula. Ver Rhamnus Frangula.

Fumo. N O fato de um indivíduo engordar após cessar de fumar está relacionado a 2 causas: o consumo de 20 cigarros por dia eleva o gasto calórico em cerca de 200 Kcal. Parando de fumar, portanto, o indivíduo tenderia a engordar por um menor gasto energético. Além disso a nicotina age como estimulante da serotonina e, portanto, participa do controle do apetite. Após parar de fumar, o ex-fumante procurará outro estímulo para compensar a nicotina, geralmente os doces. Atualmente existem tratamentos para se evitar que a pessoa engorde ao parar de fumar, como a fluoxetina.

Furosemida. Diurético “forte” utilizado em doses que variam entre 40 e 80 mg diários, fracionados em 1 a 2 tomadas. Ver Diurético.

G

*GABA. O Ácido Gama Aminobutírico (GABA) é um neurotransmissor cerebral, que, juntamente com a glutamina, participa de diversos processos cerebrais. Vem sendo utilizado para o tratamento de alguns casos de ansiedade e para melhorar o desempenho intelectual de alguns pacientes.

Galanina. Proteína existente no cérebro, relacionada com o apetite para gorduras e doces. Acredita-se que tenha um papel importante na regulação do apetite, pois seria responsáveis por manter reservas de energia para gravidez e lactação. Seus efeitos tem início principalmente na puberdade, com níveis maiores pela manhã e menores a noite. Seus efeitos parecem ser contrabalançados por uma outra proteína, a enterostatina, que inibe a ingestão de gorduras. Ver Enterostatina.

Ginkgo Biloba. Substância utilizada principalmente como antioxidante e no tratamento de alguns transtornos circulatórios. As doses costumam variar entre 80 e 240 mg diários.

Glicina. Aminoácido que atua como inibidor dos neurotransmissores cerebrais, pode estimular a secreção de Hormônio de Crescimento. Recebeu este nome pelo sabor adocicado. Utilizado em doses de 4000 mg diários. Ver Hormônio do Crescimento.

Glifage. Metformina comercializada pelo Laboratório Merck, contendo 850 mg em cada cápsula. Ver Metformina.

Glucoformin. Metformina comercializada pelo Laboratório Biobrás, contendo 850 mg ou 500 mg em cada cápsula. Ver Metformina.

Glucomannan. Fibra dietética extremamente hidrossolúvel, com capacidade de absorver até 200 vezes seu peso em água. Deste modo, forma-se uma massa gelificada compacta que proporciona ao paciente uma sensação de plenitude gástrica. Por esta propriedade, é utilizado como adjuvante em alguns tratamentos para emagrecer, em doses que variam geralmente de 1.000 a 2.000 mg diários, divididos em 2 tomadas.

Glucophage. Metformina comercializada pelo laboratório Biobrás até 1995, quando foi substituído pela marca Glucoformin. Ver Glucoformin e Metformina.

Glutamina. Substância sintetizada a partir do ácido glutâmico. Tem sido utilizado como protetor hepático e neurotônico na forma de L-Glutamina, em doses que variam entre 250 e 3.000 mg diários.

Glutathion. Substância precursora de uma enzima que controla os radicais livres no organismo. Tem sido utilizado também em alergias alimentares e como estimulante de processos hepáticos de desintoxicação. As doses utilizadas têm variado entre 10 e 300 mg diários.

Goma Guar. Tipo de fibra utilizada em alguns tratamentos para emagrecimento. Mais fraca que o Glucomannan (absorve até 100 vezes o próprio peso em água). As doses que variam entre 1.000 e 4.000 mg diários. Ver Fibras, Glucomannan.

Gonadotrofina Coriônica. Hormônio produzido pela placenta durante a gestação. Foi muito utilizado no passado em tratamentos para emagrecer, sem qualquer fundamentação científica.

H

*Herbalife. Nome comercial de um produto importado dos Estados Unidos para emagrecimento, vendido no Brasil desde 1995. O "kit" é formado por um "shake" para substituir refeições, cápsulas à base de vitaminas e um pó à base de guaraná. Cada colher das de sopa do "shake" contém cerca de 40 kcal. Seu uso não é recomendável, já que contraria os princípios básicos do tratamento da obesidade .

Hidroclorotiazida. Diurético “fraco” utilizado em doses que variam entre 25 e 50 mg diários. Sem efeitos no emagrecimento. Ver Diurético.

Hidróxido de Alumínio. Utilizado como antiácido, em doses que variam entre 500 e 1.000 mg diários.

Hidróxido de Magnésio. Utilizado como antiácido, em doses que variam entre 200 e 400 mg diários. *Hidroxiprolina. Ver Prolina.

Hipofagin. Produzido até 1994, era composto por uma associção ente dietilpropiona com diazepam. Produzido pelo laboratório Byk Química, foi substituído pelo Hipofagin S 75. Ver Dietilpropiona.

Hipofagin S - Nome comercial da dietilpropiona comercializada pelo laboratório Byk Química. Apresentado em embalagens com 20 comprimidos contendo 25 e 75 mg de dietilpropiona. Ver Dietilpropiona.
Hormônio. Substância produzida por uma glândula endócrina e lançada na circulação sangüínea para exercer suas ações à distância. Vários hormônios estão implicados direta ou indiretamente com a deposição de gordura corporal. Os principais são os tireoideanos, o cortisol, a testosterona, o estradiol, a progesterona, a insulina e o hormônio de crescimento.

 

Hormônio de Crescimento. Mais conhecido com GH (Growth Hormone). Produzido pela hipófise, tem sua principal ação no estímulo do crescimento durante a infância e adolescência. Sua deficiência na vida adulta está relacionada a diminuição de massa muscular e ao acúmulo de tecido adiposo, principalmente na região abdominal. Embora seu uso em adultos já tenha mostrado resultado na diminuição dos depósitos abdominais de gordura e aumento de massa muscular, seu uso deve ser reservado a pacientes com deficiência do hormônio, por ser ainda um tratamento claro e que necessita de mais estudos.

Hormônios Tiroideanos. Os principais são a triiodotironina (T3) e a tiroxina (T4). Ver Triiodotironina e Tiroxina.

I

Imidazol. Sinônimo de Mazindol. Ver Mazindol.

Impedanciometria. Ver Bioimpedância.

Inibex. Retirado do mercado em 1994, era constituído pela combinação de 75 mg de dietilpropiona com 10 mg de diazepam. Comercializado pelo laboratório IQC, foi substituído pelo Inibex S, que contém somente a dietilpropiona. Ver Dietilpropiona, Diazepam e Inibex S.

Inibex S. Nome comercial da dietilpropiona, entrou no mercado em 1994 no lugar no Inibex. Comercializada pelo laboratório IQC. Apresentado em cartuchos com 20 comprimidos contendo 25, 50 ou 75 mg. Ver Dietilpropiona.

Inibidor do apetite. Ver Anorexígeno.

Inositol. Substância utilizada como lipotrópica (para prevenir acúmulo de gordura no fígado) em doses que variam entre 150 e 1.000 mg diários.

Iontoforese. É o método que utiliza uma corrente galvânica ou contínua para facilitar a absorção de determinados medicamentos pela pele. É muito utilizada em medicina estética para o tratamento da celulite e da gordura localizada.

Isoindol. Sinônimo de Mazindol. Ver Mazindol.

Isoleucina. Aminoácido que, junto com a leucina e valina, pode ser utilizado para evitar a queima de proteína muscular. Deste modo, é muito importante no metabolismo energético e na resposta ao estresse. A dose total pode variar entre 1.000 e 5.000 mg diários.

Isomeride. Nome comercial da dexfenfluramina comercializada pelo laboratório Servier, foi retirado do mercado em 1997 por apresentar efeitos colaterais graves, como lesões nas válvulas cardíacas e hipertensão pulmonar primária. Apresentado em caixas com 30 ou 60 cápsulas contendo 15 mg. Ver Dexfenfluramina.

K

Katyna. Catha Edulis. Fitoterápico que contém a D-norpseudoefedrina, substância que poderia aumentar o gasto energético e participar do controle do apetite. Deve ser evitada em pacientes com problemas circulatórios, como hipertensão arterial ou doenças cardíacas. A dose usualmente empregada varia entre 50 e 150 mg diários.

KCl. Denominação do cloreto de Potássio, utilizado em fórmulas para emagrecimento com o objetivo de compensar a perda de potássio induzida pelos diuréticos comumente utilizados. As doses podem variar entre 100 e 400 mg diários.

L

L Aminoácidos. Forma levógira da molécula, que desvia a luz para a esquerda. Com exceção da fenilalanina e da metionina, que podem ser empregadas sob a forma DL (dextrógira e levógira), recomenda-se que os aminoácidos sejam prescritos sob a forma L (L Arginina, por exemplo).

Laxante. Substância utilizada em algumas fórmulas para emagrecimento por relaxar os intestinos ou promover seus movimentos.

Laxativo. Ver Laxante.

Lecitina de soja. Constantemente utilizado em pacientes diabéticos devido a propriedade de reduzir as necessidades de insulina e os níveos sanguíneos de colesterol. A dose usual varia entre 500 e 1000 mg diários.

Leptina. Proteína descoberta recentemente, atua a nível cerebral regulando a liberação de substâncias que facilitam o emagrecimento. Estudos realizados em 1995 mostraram que ratos tratados com leptina perderam até 30% de seu peso em 2 semanas. Em humanos, entretanto, foi demonstrado que pessoas obesas possuem índices elevados de leptina, e que a obesidade pudesse ser explicada não pela ausência da proteína, mas sim por uma resistência a ela.
 

Letigen. Medicamento composto pela associação de 20mg de efedrina com 200mg de cafeína. Comercializado pelo laboratório Nycomed Dak. Ver Cafeína e Efedrina.

Leucina. Aminoácido que, junto com a isoleucina e valina, pode ser utilizado para estimular a síntese de proteína muscular. Deste modo, é muito importante no metabolismo energético e na resposta ao estresse. A dose total pode variar entre 1.000 e 5.000 mg diários. Apesar de ser o mais importante dos três, deve ser utilizado sempre em associação com a isoleucina e a valina.

Levedura de Cerveja. Ou levedo de cerveja. Utilizado principalmente para reduzir a resistência insulínica. Rico em cromo. Quando utilizado como complemento nutricional, as doses variam entre 100 e 1.000 mg diários.

Liotironina. Sinônimo de triiodotironina. Ver Triiodotironina.

Lipese – Nome cormercial do Mazindol produzido pelo Laboratótio União Química. Caixas com versão AP 30 comp. Ver Mazindol.

Lipoaspiração. Método utilizado para tratamento da obesidade no qual o tecido adiposo de uma região é aspirado através de uma cânula. Uma de suas variantes pode ser feita no próprio consultório médico, utilizando injeções locais de anestésico que deixa a região intumescida e facilita o desprendimento da gordura. Possui como desvantagem a necessidade de várias sessões, além da quantidade aspirada ser menor.

Lipomax AP. Não mais disponível no mercado, era o nome comercial do Femproporex produzido pelo laboratório Makros. Apresentava-se em caixas com 12 comprimidos contendo 25 mg. Ver Femproporex.

Lipotrópico. Substância que pode ser utilizada para evitar o acúmulo de gordura no fígado e deste modo auxiliar a remoção de restos metabólicos e toxinas. Essas ações parecem ser mais importantes nos obesos, porém não há evidências de que possua um papel no emagrecimento, seja favorecendo um aumento de massa muscular, seja participando do controle do apetite. Os mais usados são a metionina, a colina e o inositol. Ver metionina, colina e inositol.

Lisina. Aminoácido que, junto com prolina e hidroxiprolina, participa da síntese de colágeno, uma proteína muito importante para dar sustentação aos tecidos. Por este motivo, tem sido utilizada no tratamento da flacidez. Abundante no tecido muscular. As doses podem variar entre 400 e 800 mg diários. Também tem sido muito utilizado no tratamento do herpes.

Lorazepam. Ansiolítico. Utilizado com o objetivo de anular alguns dos efeitos colaterais excitatórios dos inibidores do apetite. A dose costuma variar entre 1 e 6 mg diários, divididos geralmente em 2 tomadas.

M

Matricaria Camomilla. Camomila. Ver Camomila.

Maytenus Ilicifolia. Sinônimo de Espinheira Santa. Ver Espinheira Santa.

Mazindol. Medicamento inibidor do apetite que atua através de vias catecolaminérgicas e apresenta comportamento clínico semelhante ao de outras drogas anorexígenas. Tem estrutura química bastante diferente dos derivados da anfetamina. As doses variam de 1 e 4mg diários, em 1 ou 2 tomadas diárias. Já existem estudos confirmando sua ação no tratamento da obesidade. No Brasil, é comercializado como Absten S, Dasten, Fagolipo e Moderine.

Medazepam. Ansiolítico. Utilizado com o objetivo de anular alguns dos efeitos colaterais excitatórios dos inibidores do apetite. A dose costuma variar entre 5 e 40 mg diários.

Melatonina. Principal hormônio produzido pela glândula pineal. Está envolvido com a regulação do sono e dos ritmos endócrinos que controlam as secreções hormonais. Já existem estudos mostrando que a melatonina pode estimular o Hormônio do Crescimento (GH). Não existem evidências de seu uso no tratamento da obesidade, entretanto é cada vez maior o seu uso se receita médica. Quando utilizada por longos períodos, pode interferir com a função gonadal e levar a infertilidade. As doses usualmente variam entre 2,5 e 20mg diários, tomados à noite.

Melissa Officinalis. Sinônimo de erva sidreira. Ver Erva Sidreira.
Mesoterapia. Técnica de tratamento que consiste em injetar-se um medicamento diretamente no local onde sua ação é desejada. tem sido muito utilizada em medicina estética para tratamento da celulite e da gordura localizada. Diversas substâncias que favorecem a queima de gordura e a melhora da circulação no local a ser tratado têm sido injetadas através das pistolas empregadas para as aplicações. Ver Celulite e Gordura Localizada.

Metformina. Medicamento muito utilizado no tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2, promove a diminuição da glicemia através da diminuição da produção hepática de glicose e da melhora da resistência insulínica. Já foi comprovada a perda de peso relacionada ao seu uso. As doses podem variar de 500 a 2500mg. Está disponível no mercado com os nomes comerciais de Glifage, Dimefor e Glucoformin. Ver Glifage, Dimefor e Glucoformin.

Metiletilamina. Sinônimo de femproporex. Ver Femproporex.
 

Metionina. Substância que pode ser utilizada para evitar o acúmulo de gordura no fígado e deste modo auxiliar a remoção de restos metabólicos e toxinas. Essas ações parecem ser mais importantes nos obesos. Os mais usados são a metionina, a colina e o inosito. Não há evidências de que possua um papel no emagrecimento, seja favorecendo um aumento de massa muscular, seja participando do controle do apetite.As doses utilizadas variam entre 1000 e 1500 mg diários.

Metoclopramida. Medicamento utilizado como antiemético (contra náuseas e vômitos) em doses que variam entre 5 e 30 mg diários.

Minifage AP. Retirado do mercado em 1997, devido aos efeitos colaterais. Era o nome comercial da DL-fenfluramina comercializada pelo Laboratório Servier. Cada drágea continha 60 mg. Ver Fenfluramina.

Moderine. Mazindol comercializado pelo Laboratório União Química. Encontrado em caixas com 20 comp. de 1,5 mg. Ver Mazindol

N

Nectarina. Fruta composta quase exclusivamente por carboidratos. Cada nectarina de tamanho médio contém cerca de 45 kcal.

Nêspera. Fruta composta quase exclusivamente por carboidratos. Cada nêspera de tamanho médio contém cerca de 15 Kcal.

Neuropeptídeo Y. Neurotransmissor que apresenta um efeito estimulatório sobre a ingesta alimentar.

Neurotransmissor. Substância responsável pela transmissão de informações entre as células do sistema nervoso. Vários neurotransmissores desempenham papéis importantíssimos na regulação do comportamento alimentar, como, por exemplo, a serotonina, a dopamina, a noradrenalina e o neuropeptídeo Y.

Niacinamida. Antiga denominação da nicotinamida. Ver Nicotinamida.

Nicotinamida. Vitamina do complexo B sem designação numérica. Utilizada em doses que variam entre 100 e 800 mg diários.

Nortec. Nome comercial da Fluoxetina comercializada pelo Laboratório Ativus. Apresentado em caixas contendo 14 ou 28 cápsulas com 20 mg. Ver Fluoxetina.

NPY. Ver Neuropeptídeo Y.

O

Olestra. Gordura artificial não absorvida pelo tubo digestivo que poderá ser de grande utilidade no combate à obesidade e outras doenças metabólicas.

Orlistat. Medicamento que atua em intestino delgado bloqueando a ação de uma enzima chamada lipase lipoprotêica e com isso diminui em até 30% a absorção de gordura da alimentação. Comercializado com o nome de Xenical pelo laboratório Roche.

Ornitina. Aminoácido precursor da arginina, com efeitos semelhantes aos dela. As doses podem variar de 1000 a 2000 mg diários. Ver Arginina.

Oxazepam. Ansiolítico. Utilizado com o objetivo de anular alguns dos efeitos colaterais excitatórios dos inibidores do apetite. A dose costuma variar entre 5 e 30 mg diários, divididos geralmente em 2 tomadas, já que permanece pouco tempo na corrente sangüínea.

P

PABA. Ácido para-aminobenzóico. Vitamina que participa da formação do ácido fólico. Utilizado em doses que variam entre 200 e 1.000 mg diários.

Pancreatina. Enzima digestiva utilizada em doses que variam entre 100 e 600 mg diários.

Papaína. Enzima digestiva utilizada em doses que variam entre 20 e 150 mg diários.

Passiflora. Fitoterápico utilizado como tranqüilizante, em doses que variam entre 80 e 300 mg diários.

Pepsina. Enzima digestiva utilizada em doses que variam entre 30 e 120 mg diários.

Peptídeo YY. Neurotransmissor que apresenta um efeito estimulatório sobre a ingesta alimentar.

Pheumus Boldus. Sinônimo de Boldo. Ver Boldo

Piridoxina. Vitamina B-6. Ver Vitamina B6.

Plantago. Psyllium. Ver Psyllium.

Plenty. Sibutramina produzida pelo laboratório Medley. Tem eficácia comprovada no tratamento da obesidade. Caixas com 30 comprimidos de 10 e 15 mg. Ver Sibutramina.

Pondera - Nome comercial da paroxetina do Laboratório Eurofarma. Caixas com 20 e 30 comp e 20 mg. Ver Paroxetina.

Porangaba fitoterápico que vem sendo largamente utilizada no tratamento da obesidade. Por possuir propriedades diuréticas leves (perda de água pela urina), ela leva a uma perda de peso. Porém a pessoa perderá água e não gordura. Não existem estudos científicos que comprovem sua eficácia ou descrevam seus efeitos colaterais. O Consenso Brasileiro de Obesidade não indica a Porangaba para a utilização no tratamento da obesidade.

Prolina. Aminoácido a partir do qual é sintetizada a hidroxiprolina. Participa, junto com prolina, da síntese de colágeno, uma proteína muito importante para dar sustentação aos tecidos. Por este motivo, tem sido utilizada no tratamento da flacidez. Além disso, têm sido utilizados como estimulantes do desempenho intelectual. Não há evidências de que possua um papel no emagrecimento, seja favorecendo um aumento de massa muscular, seja participando do controle do apetite.

Propadine. Sinônimo de Fenilpropanolamina. Ver Fenilpropanolamina.

Propionitrilo. Sinônimo de fenproporex. Ver Fenproporex.

Prozac. Nome comercial da fluoxetina comercializada pelo laboratório Eli Lilly. Apresentado em caixas com 7, 14 ou 28 cápsulas contendo 20 mg. Também é disponível sob a forma líquida. Ver Fluoxetina.

Psyllium. Fitoterápico utilizado como laxativo, em doses que variam entre 1.000 e 3.000 mg diários.

Q

Quelado. O nome correto seria Quelato. É um complexo formado pela ligação de 2 ou mais partes de uma molécula ligante (por exemplo, um aminoácido) com um átomo de um metal. Os quelados têm sido muito utilizados em terapias ortomoleculares, para facilitar a absorção de metais receitados por via oral. Exemplo: selênio quelado.

Quercetina. Substância utilizada em terapias ortomoleculares como anti-inflamatório e anti-alérgico, em doses que variam entre 500 e 1.500 mg diários.

R

Radicais Livres. São moléculas instáveis, que apresentam em sua estrutura um elétron não pareado, ou seja, não neutralizado. O corpo humano necessita neutralizar esses radicais e para tal necessita de substâncias antioxidantes. Quando estes antioxidantes não são suficientes, podem ocorrer danos irreversíveis, que envolvem os mais diferentes processos, do envelhecimento ao câncer. Já existem estudos comprovando a relação entre radicais livres e envelhecimento. É a base da terapia ortomolecular (Ver Antioxidantes).

Ranitidina. Medicamento utilizado no tratamento da hiperacidez gástrica e úlceras pépticas, em doses que variam entre 150 e 500 mg diários.

Reductil. Sibutramina produzida pelo laboratório Knoll. Tem eficácia comprovada no tratamento da obesidade. Caixas com 30 comprimidos de 10 e 15 mg. Ver Sibutramina.

Redux. Nome comercial da dexfenfluramina lançada no mercado americano em 1996 pelo Laboratório Wyeth-Ayerst. Retirada do mercado em 1997 devido aos graves efeitos colaterais apresentados. Ver Fenfluramina.

Retinol. Ver Vitamina A.

Rhamnus Frangula. Fitoterápico utilizado como laxativo, em doses que variam entre 50 e 200 mg diários.

Rhamnus Purshiana. Ver Cascara Sagrada.

Ribes Nigrum. Denominação científica da cássida. Ver Cássida.

Riboflavina. Ver Vitamina B2.

S

Sacarina. Adoçante artificial 550 vezes mais doce que o açúcar. Descoberta nos Estados Unidos em 1879, apresenta teor calórico praticamente nulo.

Selênio. Mineral muito utilizado como antioxidante, sob a forma quelada, em doses que variam entre 50 e 200 microgramas diários. Ver Antioxidante e Quelado.

Sene. Um laxativo leve, normalmente utilizado em doses entre 100 e 500 mg diários.

Serina. Aminoácido derivado da glicina que pode ser útil no alívio da dor. Sem evidências que possam apontar seu uso no emagrecimento. As doses usualmente empregadas costumam variar entre 200 e 2.000mg.

Serotonina. Neurotransmissor de importância fundamental no controle do comportamento alimentar. A deficiência de serotonina está implicada na origem de diversas patologias, como a bulimia nervosa, as compulsões alimentares, ansiedade, depressão, síndrome pré-menstrual e outros transtornos psiquiátricos. Drogas como a sibutramina, sertralina e fluoxetina atuam estimulando a serotonina e, portanto, regulam a ingesta alimentar. Ver Serotoninérgico.

Serotoninérgico. Diz-se do medicamento que age primordialmente através das vias serotoninérgicas cerebrais. As principais drogas serotoninérgicas atualmente disponíveis para o tratamento da obesidade e dos transtornos do comportamento alimentar são a fluoxetina, a sertralina e a sibutramina.

Sertralina. Droga serotoninérgica usada no tratamento da depressão. Pode ser utilizada para o tratamento da obesidade nos casos de transtorno alimentar do tipo compulsivo ou quando há depressão associada. Produzida pelo laboratório Pfizer com o nome de Zoloft. Ver Zoloft.

Sibutramina. Medicamento disponível a pouco tempo no Brasil, inúmeros estudos já demonstraram sua eficácia no tratamento da obesidade. Tem ação tanto na regulação do apetite (serotoninérgica) como na regulação do gasto energético (noradrenérgica). Já existem estudos em andamento sobre sua ação em pacientes com transtorno alimentar do tipo comer compulsivo. Produzida pelos laboratórios Medley (Plenty) e Knoll (Reductil). Disponível em caixas com 30 comprimidos de 10 e 15 mg.

Simeticone. Substância utilizada como antiflatulento (para facilitar a eliminação de gases), em doses que variam entre 40 e 200 mg diários.

Spirulina. Fitoterápico derivado de algas de água doce com elevado teor protéico, utilizada para induzir a sensação de saciedade, em doses que variam entre 1.000 e 3.000 mg diários.

Stevia. Adoçante de baixo valor calórico, muito utilizado no Brasil.

T

T3. Triiodotironina. Ver Triiodotironina.

T4. Tiroxina. Ver Tiroxina.

TA3. Tiratricol. Ver Tiratricol.

Taurina. Aminoácido derivado da cisteína, parece Ter efeito estimulante sobre a musculatura cardíaca. Atua também inibindo a liberação de alguns neurotransmissores em cérebro. As doses podem variar de 1000 a 7000 mg diários. Não existem trabalhos mostrando qualquer ação na perda de peso.

Termogênico. Medicamento com eficácia comprovada no tratamento da obesidade, age através do aumento do gasto energético d o organismo, além de proporcionar uma discreta diminuição no apetite. Atua geralmente por vias noradrenérgicas, causando em alguns pacientes taquicardia, hipertensão, insônia e tremores. Ver Efedrina, cafeína, Fenilpropanolamina e Noradrenérgico.

Tiamina. Ver Vitamina B1.

Tiratricol. Derivado sintético dos hormônios tireoidianos, tenta manter alguns efeitos destes hormônios, principalmente a queima de gordura, com um pequeno índice de efeitos colaterais. Entretanto, possui uma ação discreta e seu uso pode levar a alterações no eixo hipotálamo-hipófise-tiroideano. As doses variam entre 700 e 1400 microgramas diários, fracionados em 2 tomadas. Ver Triac.
ento normal do eixo.

Tiroidin. Extrato de tiróide. Atualmente não tem utilidade terapêutica, já que podemos dispor da forma purificada dos hormônios, que nos permite uma resposta mais previsível do tratamento. Utilizado em doses que variam entre 15 e 120 mg diários.

Tirosina. Aminoácido de grande importância na obesidade, já que é precursor de neurotransmissores como a dopamina, adrenalina e noradrenalina, alguns dos responsáveis pela regulação do apetite. As doses variam de 500 a 12.000mg.

Tiroxina. Também chamado de T4, é o principal hormônio sintetizado pela tiróide. Já na circulação é convertido em T3 (Triiodotironina), a forma ativa. O uso terapêutico da Tiroxina deve ser restrito a alguns casos de doença tiroideana. Ver Triiodotironina.

Tranqüilizante. Ver Ansiolítico.
Tremoços. Alimento constituído basicamente por carboidratos. Cada colher das de sopa contém cerca de 35 Kcal.

Treonina. Aminoácido precursor da glicina, serina e glicose. Há evidências de desempenhar um papel importante no sistema imune. Já utilizado no tratamento de alguns casos de depressão. Não existem estudos que justifique seu uso no tratamento da obesidade. Dose usual de 2000md ao dia.

Triac. Nome comercial do tiratricol do Laboratório Aché. Apresentado em blíster de 100 comprimidos com 350 microgramas cada. Ver Tiratricol.

Triacana. Tiratricol. Ver Tiratricol.

Triiodotironina. Mais conhecido como T3, é o resultado na conversão periférica de T4 (Tiroxina). Muito utilizado em fórmulas para emagrecer, seu uso em excesso leva ao hipertireoidismo factício. Há uma perda importante de peso, porém devido a perda de massa muscular. Além disso, pode causar agitação, taquicardia, insônia, tremores e irritabilidade.Há relato de casos de óbito pelo uso de doses excessivas deste hormônio em fórmulas de emagrecimento. As doses empregadas não deveriam ultrapassar os 50 microgramas. Ver Tiroxina

Triptofano. Aminoácido precursor da serotonina, que é um dos neurotransmissores cerebrais responsáveis pelo controle da ingestão de alimentos. (Ver Serotonina). Usado em doses que costumam variar entre 1.000 e 3.000 mg diários.

Turnera Difusa. Denominação científica da Damiana. Ver Damiana.

U

Ubiquinona. Antiga denominação da coenzima Q10, atribuída por estar presente em quase todo o organismo. Ver Coenzima Q10.

V

Valina. . Aminoácido que, junto com a isoleucina e leucina, pode ser utilizado para estimular a síntese de proteína muscular. Deste modo, é muito importante no metabolismo energético e na resposta ao estresse. A dose total pode variar entre 1.000 e 5.000 mg diários.

Vasopressina. Hormônio produzido pela hipófise, com ação anti-diurética. Foi descoberto que pacientes com bulimia nervosa apresentam níveis elevados deste hormônio. Acredita-se que possa estar relacionado com o controle do comportamento alimentar.

Verotina. Fluoxetina comercializada pelo laboratório Libbs. Caixas de 14 e 28 comp. de 20mg. Ver Fluoxetina.

Vitamina. Substância orgânica natural, não produzida pelo organismo, essencial à vida. Atualmente é muito questionada a reunião, em um mesmo grupo, de várias substâncias com características biológicas tão distintas. A vitamina D, por exemplo, hoje é considerada um hormônio. Empregado atualmente em megadoses, pode levar a quadros de intoxicação.

Vitamina A. Retinol. Importante para a visão, para o sistema imunológico e para a manutenção da parede dos vasos. Utilizada em doses que variam entre 5.000 e 100.000 unidades diárias. Pode ser tóxica quando utilizada em excesso.

Vitamina B1. Tiamina. É importante para o metabolismo dos carboidratos e para a regulação do sistema imunológico. Utilizada em doses que variam entre 10 e 300 mg diários.

Vitamina B2. Riboflavina. Participa do metabolismo de proteínas e lipídios. Utilizada em doses que variam entre 5 e 50 mg diários.

Vitamina B3. Também chamada de ácido nicotínico, niacina, nicotinamida ou niacinamida. É indispensável para o metabolismo dos carboidratos e para a produção de energia pelas vias aeróbicas. Utilizada em doses que variam entre 25 e 500 mg diários.

Vitamina B5. Ácido Pantotênico. É muito importante nos processos de produção de energia. Participa também do desenvolvimento dos tecidos da pele e das paredes dos vasos. Utilizada em doses que variam entre 20 e 1.000 mg diários.

Vitamina B6. Piridoxina. Regula indiretamente o controle do apetite por participar da síntese de serotonina. As doses empregadas costumam variar entre 100 e 600 mg diários.

Vitamina B12. Cianocobalamina. Pode ser útil em megadoses para manter a capacidade de concentração e memorização. Parece também proteger os fumantes contra os malefícios do cigarro. Utilizada entre 20 e 5.000 microgramas diários.

Vitamina B15. Ácido Pangâmico. Tem sido utilizada em casos de enxaqueca, doença cardíaca ou hepática, em doses que costumam variar entre 50 e 200 mg diários.

Vitamina C. Ácido Ascórbico. É um potente antioxidante. Tem sido utilizada em doses que variam entre 500 e 6.000 mg diários.

Vitamina D. Calciferol. Atualmente considerada um hormônio, é importante no metabolismo ósseo. Utilizada em doses que variam entre 400 e 1.000 unidades diárias. Tóxica em doses excessivas. Vitamina E. Tocoferol. É um potente antioxidante, já foi comprovado que se uso pode reduzir o risco de ataque cardíaco em homens. Tóxica em doses excessivas.

X

Xenical. Nome comercial do Orlistat produzido pelo laboratório Roche. Atua inibindo a absorção de lipídios no intestino. Ver Orlistat.

Xipamida. Medicamento diurético utilizado em doses que variam entre 20 e 80 mg diários.

Z

Zea Mays. Denominação científica do fitoterápico conhecido como estigma de milho. Ver Estigma de Milho.

*Zedoária. Curcuma Zedoária. Fitoterápico utilizado para combater a hiperacidez do estômago, em doses que variam entre 150 e 400 mg diários.

*Zinco. Mineral que pode estar deficiente em pacientes diabéticos, por dificuldades na absorção. Utilizado sob a forma quelada entre 20 e 60 mg diários.

*Zoloft. Nome comercial da Sertralina comercializada pelo Laboratório Pfizer. Apresentado em cartuchos com 10 ou 20 comprimidos, contendo 50, 100 ou 200 mg cada. Ver Sertralina.


 
 

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Este site foi atualizado em 22/07/10