PROFESSOR

PAULO CESAR

PORTAL DE ESTUDOS EM QUÍMICA
 

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Antoine Lavoisier

Pai da Química Moderna

 

Antoine-Laurent de Lavoisier (Paris, 26 de agosto de 1743 — Paris, 8 de maio de 1794) foi um químico francês, considerado o criador da Química moderna.

Foi o primeiro cientista a enunciar o princípio da conservação da matéria. Além disso identificou e batizou o oxigênio, refutou a teoria flogística e participou na reforma da nomenclatura química. Célebre pela sua frase:

"Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma."

Índice

bullet 1 Vida de Lavoisier
bullet 2 Participação na Académie des Sciences
bullet 2.1 Avaliação do mesmerismo
bullet 3 Estudo do oxigênio
bullet 4 Lavoisier como filósofo iluminista
bullet 5 Participação na Ferme Général
bullet 6 Referências

Vida de Lavoisier

Lavoisier nasceu em 26 de agosto de 1743, numa família nobre francesa. Teve uma excelente educação, formou-se em direito.

Nunca chegou a ser um advogado, pois optava mesmo era pela ciência. Lavoisier é considerado o pai da química. Foi ele quem descobriu que a água é uma substância composta, formada por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio: o H2O. Esta descoberta foi muito importante para a época, pois segundo a teoria de Aristóteles, que ainda era aceita, a água era um dos quatro elementos terrestres primordiais, a partir da qual outros materiais eram formados.

Em 16 de dezembro de 1771 Lavoisier casa com uma jovem aristocrata, de nome Marie-Anne Pierrette Paulze. A sua mulher tornou-se num dos seus mais importantes colaboradores, não só devido ao seu conhecimento de línguas (em particular o inglês e o latim), mas também pela sua capacidade de ilustradora. Marie-Anne foi responsável pela tradução, para francês, de obras científicas escritas em inglês e em latim e ilustrou algumas das experiências mais significativas feitas por Lavoisier.

Ele viveu na época em que começava a Revolução Francesa, onde o terceiro estado (camponeses, burgueses e comerciantes) ficaria com o poder da França.

Foi morto pela mesma, pois era muito mal visto pela população, que pensava que, por ser de uma família nobre, Lavoisier também, participava do corrupto sistema cheio de impostos sobre a sociedade.

Foi morto decapitado, na guilhotina. Joseph-Louis de Lagrange, um importante matemático, contemporâneo de Lavoisier disse:
“Não bastará um século para produzir uma cabeça igual à que se fez cair num segundo".

Participação na Académie des Sciences

Lavoisier foi pela vez proposto como membro da Académie des Sciences em 1776, mas só foi eleito em 1768. Como membro de pleno direito, Lavoisier participou em comissões de investigação de novas teorias e/ou fenômenos, de forma a avaliar a sua legitimidade científica.

Avaliação do mesmerismo

O mesmerismo é uma teoria desenvolvida por Franz Anton Mesmer, com grande destaque na Europa durante a década de 1780. Segundo esta teoria existe um único fluido no Universo, que une e relaciona todos os corpos. Este fluido manifestar-se-ia de diferentes formas incluindo gravidade, eletricidade, magnetismo e magnetismo animal (nos seres vivos). Segundo Mesmer as doenças eram causadas por bloqueios do fluxo magnético animal nos seres vivos, e a sua cura poderia ser possível através do restabelecimento do fluxo, feito por especialistas com um forte magnetismo. Para curar um doente, o especialista localizava os locais onde o fluxo se encontrava bloqueado e restabelecia o fluxo massageando as áreas afetadas do corpo.

Em 1778 Mesmer fixou residência em Paris, montando o seu próprio consultório e estabelecendo uma rede de discípulos. A sua influencia na sociedade francesa foi suficiente para preocupar o rei francês, Luís XVI, que requereu, seis anos mais tarde, o estudo do mesmerismo por uma comissão independente.

Em 1784 foram criadas duas comissões para o estudo do mesmerismo, uma composta por elementos da Sociedade de Medicina e outra composta por elementos da Académie des Ciences. A comissão da Academie era composta por Jean d'Arcet, Joseph-Ignace Guillotin, Jean Borie, Sallin, Bailly, Le Roy Benjamin Franklin e Lavoisier.

O objetivo da comissão foi testar a existência do fluxo magnético animal, visto que o mesmerismo considerava a cura dependente deste fluido. No entanto, segundo o próprio mesmerismo, não era possível analisar ou conhecer as características do fluxo magnético animal, e como tal tornou-se impossível realizar experiências para testar as suas propriedades físicas.

Mesmer propôs que o estudo incidisse sobre as curas atribuídas à ação do fluxo magnético animal. No entanto a comissão concluiu que não era possível isolar a ação do fluido dos outros fatores que contribuem para uma cura, ou mesmo determinar se a cura era realmente conseqüência da acção do fluido. Mesmer recusou-se a cooperar com a comissão da Académie des Ciences, quando soube que o estudo do mesmerismo não ia incidir nas curas. Foi substituído por Charles Deslon, que na altura era o principal discípulo francês do mesmerismo.

Como a comissão suspeitou que as curas se deviam mais ao poder de sugestão (devido à forma como as sessões de cura eram conduzidas), decidiu realizar duas séries de experiências: uma em que as pessoas eram sujeitas ao poder de sugestão, mas não à ação sobre o fluxo magnético animal; outra em que as pessoas eram sujeitas à ação do fluxo magnético animal, mas sem serem informados deste fato. Estas experiências foram desenvolvidas principalmente por Lavoisier.

Rapidamente a comissão concluiu pela análise das experiências realizadas que não existe fluxo magnético animal e que as curas resultavam simplesmente da ação do poder de sugestão. A comissão elaborou um relatório com o título de Rapport des commissaire changés par le roi de l'examen du magnétism animal, incluindo os objetivos do estudo, a descrição das experiências realizadas e as conclusões tiradas. Mais uma vez pensa-se que Lavoisier terá tido um papel importante na elaboração deste relatório.

Estudo do oxigênio

Lavoisier não descobriu exatamente o oxigênio. Este gás foi descoberto independentemente por dois químicos Carl Wilhelm Scheele em 1772 e Joseph Priestley em 1774. Em outubro de 1774 Priestley visitou Paris e conversou com Lavoisier sobre as suas experiências. Este fato permitiu a Lavoisier refazer as experiências de Priestley e reformulá-las. Desta forma Lavoisier ficou a compreender melhor as características do novo gás (a que Priestley chamava ar desflogisticado). Desta forma confirmou que a combustão e a calcinação correspondem à combinação do oxigênio com outros materiais (materiais orgânicos na combustão e metais na calcinação).

As experiências realizadas por Lavoisier envolvendo o oxigênio permitiram-lhe refutar a teoria do flogisto. Lavoisier deu ao novo gás o nome de oxigênio (produtor de ácidos em grego), porque considerava (erradamente) que todas as substâncias originadas de uma calcinação originavam ácidos em que o oxigênio se encontrava obrigatoriamente presente. Por 1789, ele formulou o princípio da conservação da matéria.

Lavoisier como filósofo iluminista

Tendo como base o pensamento iluminista, ele expressa os direitos e deveres dos cidadãos, os limites de todos as sociedades em geral.

Participação na Ferme Général

Em 1768 Lavoisier adquiriu uma participação na Ferme Général, o sistema de impostos utilizado na altura em França para a taxação de impostos. A Ferme Général não era um sistema muito popular na época, principalmente entre aqueles que tinham de pagar os impostos (o povo). Embora Lavoisier entretanto se tenha retirado deste sistema, a sua ligação à Ferme Général foi utilizada como desculpa para o condenar à morte.

Em 17 de Setembro de 1793 foi instituída a Lei dos suspeitos, que permitiu a criação de tribunais revolucionários para julgar possíveis traidores e punir os culpados com a pena de morte. Três dias depois Lavoisier foi recebeu um mandato que permitiu o confisco e a selagem dos seus documentos. Mais tarde os documentos foram de novo entregues a Lavoisier, dando-lhe um falso sentimento de segurança.

Referências

bulletBell, Madison Smartt. Lavoisier in the Year One. New York: Atlas Books, 2005.
bulletDonovan, Arthur. "Antoine Lavoisier: Science, Administration and Revoution.Cambridge: Cambridge University Press, 1996.
bulletGould, Stephen Jay. "Bully for Brontosaurus". London: Penguin Books, 1992.
bulletEagle, Cassandra T. and Sloan, Jenifer. "Marrie Anne Paulze Lavoisier: The Mother of Modern Chemistry." The Chemical Educator3.5 (1998):1-18.
bulletGribbin, Jonh. Science, a History. London: Penguin Books, 2003.
bulletMorris, Richard. The Last Sorcerers. Washington: Joseph Henry Press, 2003.
bulletCrump, Thomas. A Brief History of Science. London: Robinson, 2002.
bulletAshall, Frank. Descobertas Notáveis - Do Infinitamente Grande ao Infinitamente Pequeno. Lisboa: Editora Replicação, 2001.

 

 

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Este site foi atualizado em 04/02/11