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PROFESSOR PAULO CESAR |
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SUPERBACTÉRIA KCP |
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Se isto for ignorado, o nosso receio é que a resistência se comece a propagar por outras bactérias no Reino Unido. As bactérias que têm revelado essa resistência são as que normalmente causam infecções urinárias, particularmente em pacientes hospitalizados. Por vezes causam infecções em feridas e outras vezes pneumonias, um vasto leque de infecções que afetam principalmente pessoas mais vulneráveis, que já estejam doentes. |
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Em outubro de 2010, um surto da superbactéria causou a morte de 18 pessoas no Distrito Federal, dentro de um universo de 183 contaminados. Entretanto, não é o mesmo micro-organismo da Ásia, apenas possui a mesma origem no gene mutante da Klebsiella pneumoniae[10]. As autoridades médicas posteriormente reconheceram casos em Paraíba, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná. Anunciaram também uma reunião da ANVISA para restringir a venda de antibióticos no Brasil e discutir outros meios de evitar a propagação da superbactéria[11].
O surto de superbactéria no Distrito Federal foi causado sobretudo pela má higiene hospitalar e pela falta de recursos materiais, enfatizando a necessidade de mais verbas para o SUS e a conscientização de médicos e pacientes contra o uso indiscriminado de antibióticos, o que causa seleção bacteriana[12]. Entretanto, o problema ainda se restringe a ambientes hospitalares. O infectologista Alexandre Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia do Distrito Federal, explica o problema da seguinte forma[13]:
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quem corre mais risco de infecção são pacientes que estão com sonda, cateter, pulsão venosa ou em outra situação que possa favorecer a infecção bacteriana. Mas para quem visita o paciente, o risco é de ser colonizado pela bactéria, algo muito diferente de ser contaminado. Ou seja, a bactéria pode estar presente nas mãos, nos braços e no trato digestivo do visitante que manteve contato com o paciente, mas ele só correrá o risco de contaminação se sua saúde estiver debilitada e ele estiver com a imunidade baixa. |
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Nota
| A expressão "superbactéria", muito usada na mídia, não se refere ao poder patogênico do micro-organismo e sim à sua resistência aos antimicrobianos. |
Referências
Consulte Também....
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/a-superbacteria-e-o-medo-de-contagio
TIRE AS SUAS DÚVIDAS

Cultura de bactéria Klebsiella pneumoniae em uma placa de Petri
O QUE É A SUPERBACTÉRIA KPC?
A Klebsiella
pneumoniae
Carbapenemase
(KPC) é um mecanismo de resistência
de bactérias a um grupo de antibióticos. Ao adquirir uma enzima, a bactéria
se tornou resistente a um grupo de antibióticos, incluindo os mais potentes
contra infecções. Traduzindo: uma pessoa que está infectada com algum tipo
de bactéria, ao tomar antibióticos para combater a mesma, algumas acabam
resistindo ao medicamento e transmitem essa resistência às outras bactérias,
criando assim uma superbactéria.
COMO SE
PROTEGER DA SUPERBACTÉRIA KPC?
Uma das causas da proliferação da superbactéria é a falta de uso de
materiais de higiene médico-hospitalar básicos como luvas, máscaras e
álcool, além da falta da prática de hábitos, como o de lavar as mãos após o
contato com pacientes. Portanto, a forma de se proteger é mais que óbvia:
ter higiene.
COMO É
TRANSMITIDA E QUAIS OS SINTOMAS DA SUPERBACTÉRIA KPC?
A bactéria pode ser transmitida por meio do
contato direto, como o toque, ou pelo uso de objetos. A lavagem das mãos é
uma das formas de impedir a disseminação da bactéria nos hospitais. Os
principais sintomas são pneumonia e infecção urinária. Ela atinge
principalmente pessoas hospitalizadas com baixa imunidade, como pacientes de
Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
COMO SE PROTEGER DA
SUPERBACTÉRIA KPC?
- Evite ambientes hospitalares, mas se for
necessário, lave bem as mãos e utilize álcool gel. Faça isso antes e depois
de sair do ambiente.
- Evite tocar nos objetos de hospitais, como portas, balcões, mesas e
qualquer acessórios.
- Evite uso de antibióticos que não sejam realmente necessários. Procure seu
médico antes de ir à farmácia comprar remédios.
QUE MEDIDAS O GOVERNO BRASILEIRO ESTÁ TOMANDO
PARA COMBATER A SUPERBACTÉRIA KPC?
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, pediu neste domingo (24)
tranquilidade em relação à proliferação da superbactéria KPC. " A população
fique tranquila porque essa é uma situação que acontece apenas em ambiente
hospitalar e em pacientes debilitados", disse ele após participar de
encontro em São Paulo sobre a definição de diretrizes para minimizar o risco
cardíaco em pacientes em tratamento contra o câncer.
Segundo o ministro, com a adoção de medidas pela Anvisa (Agência Nacional de
Vigilância Sanitária), " a situação vai ficar sob controle".
Entre as ações da Anvisa, está a norma que determina a retenção da receita
médica na compra de antibióticos. Isso para impedir muito o que hoje é um
problema seríssimo, que é a automedicação, o uso abusivo e indiscriminado.
Uma das formas de evitar a contaminação é exatamente o uso desnecessário e
indiscriminado de antibióticos.
A Anvisa anunciou na última semana a obrigatoriedade da instalação de
dispensadores de álcool em gel nos hospitais e clínicas públicas e
particuladres.
A anvisa também recomenda os cuidados de higiene tanto dos profissionais de
saúde quanto das pessoas que visitam os pacientes. O simples ato de lavar as
mãos pode evitar muita coisa.
MAPEAMENTO DOS CASOS DE SUPERBACTÉRIA KPC NO BRASIL
Atualmente não existe um diagnóstico sobre a expansão da contaminação pela
KPC no país. Os registros oficiais ainda estão restritos ao Distrito
Federal, com 183 casos e 18 mortes, e aos estados do Paraná, com 24 casos;
da Paraíba, com 18; do Espírito Santo, com três; de Minas Gerais, com 12; de
Santa Catarina, com três; de Goiás, com quatro; e de São Paulo, com 70 casos
e 24 mortes. Os dados são da Anvisa e das secretarias estaduais de Saúde."

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O HISTÓRICO |
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2005 |
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Ocorre o primeiro registro da superbactéria KPC no Brasil. O caso ocorreu em Recife (PE). |
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2008 |
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A bactéria chega ao Hospital das Clínicas de São Paulo. Desde então, já são 70 casos na instituição. |
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2009 |
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Em Londrina, no Paraná, 27 pessoas foram identificadas com contaminação pela superbacteria. |
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2010 |
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A superbactéria se prolifera. O Distrito Federal vive a pior situação: 183 casos e 18 mortes. |
Avanço da Bactéria KPC
Este site foi atualizado em 01/11/10