PROFESSOR

PAULO CESAR

PORTAL DE ESTUDOS EM QUÍMICA
 

DICAS PARA O SUCESSO NO VESTIBULAR: AULA ASSISTIDA É AULA ESTUDADA - MANTER O EQUILÍBRIO EMOCIONAL E O CONDICIONAMENTO FÍSICO - FIXAR O APRENDIZADO TEÓRICO ATRAVÉS DA RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS.

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Fissão Nuclear
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O Átomo Nuclear

     No final do século XIX, o elétron já estava estabelecido como partícula fundamental, principalmente depois de 1897, ano em que J. J. Thomson determinou a sua razão carga/massa.
     E já se sabia que elétrons eram liberados por emissão termoiônica (de um metal a alta temperatura), no efeito fotoelétrico e no decaimento
b de certos elementos radioativos.
     Desse modo, os elétrons já eram considerados como constituintes básicos dos átomos.

 

     Segundo o modelo atômico apresentado em 1904 por J. J. Thomson, o átomo deveria ser constituído por algum tipo de fluido de forma esférica, com uma distribuição contínua de carga positiva, e de elétrons com carga negativa distribuídos no fluido em número suficiente para que a carga total do sistema fosse nula.
     O modelo exigia dos elétrons que tivessem movimentos oscilatórios ao redor de certas posições que definiriam configurações estáveis para o sistema.
     E como, segundo a teoria eletromagnética clássica, qualquer partícula com carga elétrica em movimento acelerado emite radiação eletromagnética, o modelo também exigia que os modos normais das oscilações dos elétrons tivessem as mesmas freqüências que aquelas observadas associadas às raias dos espectros atômicos.
     Contudo, segundo a teoria eletromagnética clássica, não pode existir qualquer configuração estável num sistema de partículas carregadas se a única interação entre elas é de caráter eletromagnético.
     Além disso, não foi encontrada qualquer configuração para os elétrons de qualquer átomo cujos modos normais tivessem qualquer uma das freqüências esperadas.
     De qualquer modo, o modelo de Thomson foi abandonado principalmente devido aos resultados do experimento de Rutherford.

     Experimento de Rutherford

     Na época em que J. J. Thomson propôs seu modelo, H. Geiger e E. Marsden estudavam o espalhamento de feixes bem colimados de partículas
a, que já se sabia serem núcleos de átomos de hélio, por finas folhas de ouro, pelo que hoje se conhece como o experimento de Rutherford.

 

     Uma fonte radioativa emite partículas
a que são colimadas, formando um feixe paralelo e estreito, que incide sobre uma folha metálica muito pouco espessa. Para que fosse possível construir tal folha, a maleabilidade do metal deveria ser grande e, por isso, era usado normalmente o ouro.
     A folha é tão fina que as partículas a atravessam completamente com apenas uma pequena diminuição no módulo da velocidade. Ao atravessar a folha, entretanto, cada partícula
a sofre muitos desvios devido a sua interação eletrostática com as cargas positivas e negativas dos átomos da folha.
     As partículas espalhadas eram detectadas por um microscópio com uma tela de sulfeto de zinco (ZnS).

 

     A tela de sulfeto de zinco cintila no local onde incide uma partícula
a. O microscópio permite identificar a cintilação de cada partícula a individualmente.
     Os resultados experimentais de Geiger e Marsden mostraram que o número de partículas
a que eram desviadas com ângulos maiores do que 90 graus era muito maior que o esperado pelo modelo de Thomson.
     Em 1911, E. Rutherford mostrou que os dados de Geiger e Marsden eram consistentes com um modelo atômico em que a carga positiva do átomo se concentrava em uma pequena região que, além disso, continha praticamente toda a massa do átomo, com os elétrons espalhados ao redor dessa pequena região (chamada núcleo).
     O raio de um núcleo típico é cerca de dez mil vezes menor que o raio do átomo ao qual pertence mas contém mais de 99,9% da massa desse átomo.

Física Nuclear

 

 

 

 

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Este site foi atualizado em 02/02/11