Eletroquímica
Eletroquímica é
o estudo das reações nas quais ocorre conversão de energia química em
energia elétrica e vice-versa.
Numa pilha galvânica
ocorre a conversão de energia química em energia elétrica, já numa
eletrólise ocorre a conversão de energia elétrica em energia química.

Em eletroquímica
estudamos as reações de oxidorredução que geram ou consomem energia.
ÍNDICE
- Pilha
Eletrodo padrão
Corrosão
Espontaneidade de uma reação de oxidorredução
Força de um oxidante
Força de um redutor
Eletrólise

Pilha é qualquer dispositivo no qual uma reação de oxirredução
espontânea produz corrente elétrica.
Cátodo é o eletrodo no qual há redução
(ganho de elétrons). É o pólo positivo da
pilha.
Ânodo é o eletrodo no qual há oxidação
(perda de elétrons). É o pólo negativo da
pilha.
Os elétrons saem do ânodo (pólo
negativo) e entram no
cátodo (pólo positivo) da
pilha.
| Pilhas comerciais |
 | Pilha seca comum (Leclanché)
|
 | Pilha alcalina comum
|
 | Pilha de mercúrio
|
 | Bateria de níquel-cádmio
|
 | Bateria de chumbo
|
 | Pilha de combustível |
|
Representação
convencionada pela IUPAC
| Ânodo/Solução do
ânodo//Solução do cátodo/Cátodo |
Exemplo: Pilha de Daniell ®
Zn/Zn2+//Cu2+/Cu
Eletrodo padrão é aquele no qual as concentrações das substâncias
em solução é igual a 1 mol/L e a temperatura é de 25°C.
No caso de um gás participar do eletrodo, sua pressão deve ser igual a 1
atm.
Por convenção, o potencial padrão de eletrodo do hidrogênio é igual a
zero e o seu potencial padrão de redução é igual a zero:
| 2H+ + 2e-
|
®
¬
|
H2
|
| E0red = 0 (convenção)
|
A IUPAC eliminou o termo potencial de oxidação. Sempre deve ser
usada a expressão potencial de redução.
A medida do potencial padrão de redução de um dado eletrodo padrão é
feita medindo-se a ddp de uma pilha padrão na qual uma das semipilhas é um
eletrodo padrão de hidrogênio e a outra é o eletrodo padrão cujo E0red
se quer medir.
 | Quanto maior for o E0red,
mais fácil será a redução e
mais forte será o oxidante.
|
 | Quanto menor for o E0red,
mais difícil será a redução e
mais fraco será o oxidante.
|
 | Quanto maior for o E0red,
mais difícil será a oxidação e
mais fraco será o redutor.
|
 | Quanto menor for o E0red,
mais fácil será a oxidação e
mais forte será o redutor. |
| MENOR E0red |
fluxo de elétrons
¾¾¾¾¾¾¾¾®
reação espontânea (DG < 0)
 fluxo de elétrons
¬¾¾¾¾¾¾¾¾
reação não-espontânea (DG > 0) |
MAIOR E0red
|
Potenciais de Redução

Corrosão do ferro
| Reação global: 2Fe + 3/2O2
+ xH2O ® |
Fe2O3 · xH2O |
| |
ferrugem |
| Proteção contra a corrosão |
 | Ferro galvanizado (ferro revestido de zinco)
|
 | Lata (ferro revestido de estanho)
|
 | Ferro com plaquetas de Zn ou Mg presas na superfície e que
funcionam como eletrodo de sacrifício |
|
Espontaneidade de
uma reação de oxidorredução
Sabemos que a reação
que ocorre numa pilha é espontânea e a voltagem é sempre positiva, portanto,
podemos afirmar que:
• Quando a voltagem calculada para a reação (Etotal ou ∆V) for de
valor positivo, a reação será espontânea.
ΔEtotal
> 0
®
reação
espontânea.
Exemplo:


A reação é espontânea.
• Quando a voltagem calculada para a reação for de valor negativo, a reação
não será espontânea. Então, a reação inversa será espontânea.
ΔEtotal
< 0
®
reação não-espontânea
Exemplo:


A reação direta é não-espontânea, a reação inversa será espontânea.
Força de um oxidante
Todo oxidante sofre redução, ou seja, ganha elétrons.
Um bom oxidante ganha elétrons com facilidade, pois tem grande capacidade de
sofrer redução, ou seja, tem grande potencial de redução.
Como oxidante o cátion Cu++ é melhor do que o cátion Zn++,
pois o potencial de redução do cobre é maior que o do zinco.

Força de um redutor
Todo redutor sofre oxidação, ou seja, perde elétrons.
Um bom redutor perde elétrons com facilidade, pois tem grande capacidade de
oxidação, ou seja, apresenta grande potencial de oxidação. Como redutor o Zn
é melhor que o Cu, pois o potencial de oxidação do zinco é maior que o do
cobre.

Eletrólise é uma reação de oxirredução não-espontânea produzida
pela passagem da corrente elétrica.
Cátodo da cela eletrolítica é o eletrodo negativo, isto é, ligado
ao pólo negativo do gerador. Nele ocorre sempre uma reação de redução.
Ânodo da cela eletrolítica é o eletrodo positivo, isto é, ligado
ao pólo positivo do gerador. Nele sempre ocorre uma reação de oxidação.
| |
Pólo positivo |
Pólo negativo |
| Pilha |
cátodo |
ânodo |
| Célula eletrolítica |
ânodo |
cátodo |
célula eletrolítica
A célula é um dispositivo formado por dois eletrodos: A (ânodo) e C
(cátions), submergidos num líquido contido de íons livres, como o M+
e X-.

Seja o composto genérico MX. Numa solução aquosa, ele dissocia:
MX
®
M+ + X-
Veja o que ocorre utilizando a energia elétrica:
Redução no cátodo

Redução do ânodo

Os
ânions cedem elétrons para o ânodo. Os elétrons percorrem o circuito. Os
cátions recebem elétrons do cátodo.
Liga-se uma bateria aos eletrodos A e C através de dois fios. A bateria
bombeia elétrons, empurrando-os para o eletrodo C e retirando-os do eletrodo
A.
Ao fornecer energia elétrica para uma célula eletrolítica, ocorre a
eletrólise. Conclusão: a célula eletrolítica transforma a energia elétrica
em energia química.
A liberdade de movimento dos íons pode ser adquirida através da:
- fusão: eletrólise ígnea
- dissolução em um solvente polar: eletrólise em solução.
Na eletrólise em solução aquosa de sais de metais alcalinos (Na+,
K+...), alcalino-terrosos (Ca2+, Ba2+...) e
de alumínio (Al3+), a descarga no cátodo não é a dos respectivos
cátions, mas ocorre segundo a equação:
2H2O + 2e-
® H2 + 2(OH)-
Nas eletrólises em solução aquosa e com ânodo inerte (Pt ou grafite) de
sais oxigenados (SO42-, NO3-,
PO43-...) não há a descarga
dos respectivos ânions oxigenados, mas ocorre a descarga segundo a equação:
H2O ® 2H+ + ½O2
+ 2e-
O ânion F-, embora não seja
oxigenado, comporta-se como os ânions oxigenados em relação à descarga no
ânodo.
Nas eletrólises em solução aquosa com ânodo de metal não-inerte M (prata
ou metal mais reativo que a prata), a descarga que ocorre no ânodo é segundo
a equação:
M ® M x+ + xe-
Ag ® Ag+ + e-
Cu ® Cu2+ + 2e-
Purificação eletrolítica do cobre -
Faz-se a eletrólise de CuSO4 em solução aquosa usando como cátodo
um fio de cobre puro e como ânodo um bloco de cobre impuro. Nesse processo,
precipita a lama anódica que contém impurezas de Au, Ag, Pt, etc., da
qual são posteriormente extraídos esses metais.
Galvanoplastia
Douração, prateação, niquelação, cromeação, etc., feitas por via
eletrolítica.
Aplicações da eletrólise
 | Obtenção de metais (Al, Na, Mg)
|
 | Obtenção de NaOH, H2 e Cl2
|
 | Purificação eletrolítica de metais
|
 | Galvanoplastia |
Eletrolise quantitativa
Quando realizamos a eletrólise da água, o volume que obtemos de H2(g)
no cátodo é o dobro do volume que obtemos de O2(g) no ânodo.
Agora vamos aprender a calcular a quantidade de substância liberada num
eletrodo.
Sendo:
i – intensidade de corrente.
Q – quantidade de carga elétrica.
t – tempo de passagem da corrente pelo eletrólito.
Temos:

Conceito de faraday (F)
A
quantidade de eletricidade de 1 mol de elétrons (6,02 x 1023
elétrons) é chamada de faraday (F).
A carga elétrica que um elétron transporta é 1,6 x 10-19C.
Um mol de elétrons terá carga:
6,02 x 1023 x 1,6 x 10-19C
965000 C
965000 C = 1 Faraday
Leis de Faraday
1ª Lei de
Faraday
A massa de
substância eletrolisada é diretamente proporcional à carga elétrica que
atravessa a solução.

2ª Lei de Faraday
A massa de substância eletrolisada é diretamente proporcional à massa
molar e inversamente proporcional à valência (carga) do íon.

Cálculo das
quantidades envolvidas em uma eletrolise
Vamos analisar o problema abaixo:
Calcule a intensidade de corrente que o gerador deve fornecer para que, após
16 minutos e 5 segundos de passagem da corrente por uma solução de CuSO4,
sejam depositados 12,7 g de cobre no cátodo.
Dados:
Massa molar do cobre: 63,5 g/mol
Carga elétrica de 1 mol de elétrons (faraday) 96.500 C.
Resolução por
estequiometria

Equivalente eletroquímico (ε)
A quantidade de substância eletrolisada ou depositada, quando ocorre a
passagem de uma carga de 1 coulomb (C) pela solução, é denominada
equivalente eletroquímico.

Cubas em serie
Lembrando que 1F eletrolisa 1E, se o circuito ocorrer em série, concluímos
que, como a carga que circulará em cada eletrodo será a mesma, o número de
equivalente formado também será o mesmo para todos os eletrodos.
Sabendo que a carga que passa nos eletrodos é a mesma:

Esta aplicação pode ser feita para as pilhas. O número de equivalentes que
aparece no cátodo é igual ao que desaparece no ânodo.
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04/03/19
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